
Segundo o 1º desafio de séries vampirescas, promovido no fórum Need for Fic pelas moderadoras Carissinha Vieira e Marcia Dantas, vamos publicar a fic vencedora, com escolha em enquete popular. Segue
1º lugar no 1º desafio de séries vampirescas
Título: Bad things
Autor: Lenon e Sajater
Categoria: Desafio séries vampirescas Março/2010 (TVD), Challenge do Mês de Março/2010 - Ciúmes, 1ª Temporada, pós- Bloodlines
Advertências: nenhuma
Classificação: PG-13
Capítulos:1 (one shot)
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: Após a viagem juntos para São Diego, a relação entre Damon e Elena ganha rumos diferentes, algo que não agrada Stephen.
Tema: “Eu posso acordar coisas dentro de você que têm estado dormindo durante toda sua vida." (trecho do livro "The Vampire Diaries")
Ítens:
* Aposta
* Música
* Frase: Confie em mim
Elena estava sentada escrevendo em seu diário num dos bancos do lado de fora do colégio. Ela esperava as aulas começarem quando sentiu que alguém a observava. Ela levantou o olhar para onde lhe vinha a sensação e viu Damon encostado na parede encarando-a sério. Ela rolou os olhos com a visão incrivelmente sexy daquele vampiro e sorriu pra si mesma, quando ele começou a se aproximar dela.
“Elena...” Ele falou seu nome com seu jeito irônico de sempre.
“O que você está fazendo aqui, Damon?” Ela disse de um jeito menos desconfiado do que as outras vezes que ela já havia iniciado uma conversa com ele. A viagem a San Diego realmente havia feito uma mudança de relação entre eles. Ele arqueou uma sobrancelha pra ela, fazendo com que ela sentisse um calafrio passar pela espinha.
“Eu vim em missão de paz.” Ela riu alto e olhou pra ele novamente. Ele se deixou sorrir surpreso com o som da risada dela. Ela estava mais a vontade depois da viagem. “Vim perguntar se viajar de novo?” E levantou a sobrancelha à espera de uma resposta.
“Desculpa, mas não posso...”
“Você sabia que deveria fazer aquilo mais vezes?”
“Aquilo o quê? Ficar bêbada ou te proteger de um vampiro que queria te matar?” Ele fez cara de quem pensava.
“Aquilo foi um acaso...”
“Pensei que você fosse mais poderosão...”
“Eu estou na dieta do Stefan...” Elena se demonstrou surpresa. “Pois é. Afinal, preciso salvar minha pele por uns dias.”
“Só por causa disso, né?”
“Lógico. Mas você trocou de assunto.”
“Você que não me respondeu.”
Eles se encararam e riram um do outro. Num passado bem recente, estariam trocando desaforos e travando um duelo de palavras. “Você deveria relaxar mais...”
“Viajando com um vampiro e bebendo quando eu sou menor de idade.”
“Viu? Certinha o tempo todo. Estou começando a me certificar que você e Stephan realmente se merecem.” Elena sorriu fingindo-se entediada. “Saia da rotina um pouquinho...”
“E como eu faria isso se tenho escola, deveres e um namorado?”
“Ai... peso do mundo de novo...” Ela deu um tapinha nele de brincadeira. “Vou te contar uma coisa...”
“Hã?”
“Eu posso acordar coisas dentro de você que têm estado dormindo durante toda sua vida." Ela sentiu o ar faltar nos pulmões ao ouvir aquela declaração. Ela o encarou, sabendo que não tinha perigo de ser um truque dele, pois o cordão de verbena estava em seu pescoço novamente. Ele riu e se levantou do banco. “E lá vem o nosso Salvatore bonzinho...” Ele disse se virando para onde o irmão se aproximava.
“Damon.”
“Elena, o papo está bom, mas eu vou embora... Eis que sinto o peso do mundo sobre minhas costas...” Ele disse como se sentisse dor. Ela riu abaixando a cabeça, enquanto ele se distanciava, porém ele se virou e a chamou fazendo com que ela olhasse pra ele. “Sobre aquele negócio... Hoje a noite!”
“Damon, não!” Ele se virou levantando o braço direito. Ela sorriu e olhou pra Stefan. “Ele é maluco...” E se inclinou depositando um selinho no namorado. Porém, reparou na expressão fechada dele. “O que foi?”
“Será que mesmo depois de tudo que você viu e sabe, eu ainda tenho que te alertar a respeito dele?” Ela se afastou e o observou.
“Você está com ciúmes?”
“Eu só estou preocupado.” Stefan disse, sabendo que o que sentia estava muito além da preocupação. Era ciúme puro e simples. Ouviram o sinal tocar na escola, ela recolheu seu material e se levantou olhando pra ele.
“Não precisa se preocupar... Estamos sem truques.”
“Não se confia em Damon Salvatore.” Ele disse sério. Ela começou a andar e se virou para ele sem parar.
“Aprenda a confiar em mim, então.” E piscou pra ele enquanto seguia para sua aula. Stefan a observava a distância, relembrando o que aconteceu quando começou a sentir a aproximação Damon e Katherine, anos atrás. Ele não permitiria dessa vez.
***
“Deixa a Elena em paz,” dizia Stefan, quando chegou em casa no fim da aula. Damon estava deitado no sofá, olhando para o nada, a espera de não sei o que.
“Do que você está falando, irmãozinho?” Ele perguntou, com sua cara irônica. “As coisas não estão indo tão bem no paraíso? Está com medo de um pouquinho de competição?”
“Eu estou com medo de você machucá-la como fez com todas as outras que estiveram perto de você.” Ele atacou e a reação do irmão não foi a que ele esperava. Ele sentiu seu corpo sendo jogado para o outro lado da sala, quase quebrando a parede de madeira que separava os cômodos.
“Eu nunca a machucaria.” Ele disse, com raiva. Seu irmão o encarou, surpreso.
“E por que eu devia confiar em você? Você mentiu em todos os momentos desde que chegou aqui. Você matou a todos que se aproximaram de mim. Zack, Lexie. Por que eu devia confiar Elena a você?”
“Porque você não tem escolha. Ela decide com quem ela anda e como ela anda. Você pode ser o namorado dela, mas não estamos mais nos anos 50. Ela não precisa de sua permissão para sair comigo e muito menos eu.” Ele o soltou e voltou para o sofá. “Então, se você confia em mim ou não é problema seu. Mas eu vou sair com ela hoje e você não vai me impedir.”
Stefan olhou para o irmão que ajeitava sua roupa amassada. Aquilo não era bom.
***
Elena estava saindo do banho e entrando em seu quarto quando sentiu a presença de algo atrás de si. Ela se virou naturalmente e deu um pulo quando deu de cara com Damon sorrindo.
“Damon, para de entrar no meu quarto assim!”
Ele deu de ombros. “Você me convidou.” Ela o encarou séria, ele voltou atrás. “Ok. Sem sustos da próxima vez.”
Ela sorriu. “Espero.” Ela andou em direção ao espelho, secando o cabelo, quando parou e olhou pra ele confusa. “O que você está fazendo aqui?”
“Nós marcamos.”
“Na-não. Você marcou.”
“Com você... sair, relaxar, curtir!”
“Eu tenho namorado, tenho escola, sou menor!” Ele rolou os olhos e começou a imitá-la. “Damon!”
“Eu não vou te levar pra beber, apenas para se distrair...” Ela olhou séria pra ele.
“Não”
“Talvez dançar...”
“Não.”
“Juro que você voltará inteira e bem melhor... E não estou usando truques nenhum.”
“Difícil acreditar.”
“Vamos?” E ele fez aquela cara de carente, que era impossível resistir. Elena sabia que amava Stephan, mas não conseguia resistir aos encantos daquele Salvatore na sua frente. Mesmo achando que estava cometendo um erro gigante, ela assentiu com a cabeça.
“Ok. Com uma condição, além de todas as citadas.” Ele cruzou os braços, concentrando-se nela e ela prosseguiu. “Eu tenho que estar em casa antes da meia noite.”
“Por quê? Você pode virar abóbora?” Ele falou com o ar sarcástico, enquanto ela o encarou séria. “Ué... no meu mundo existe tanta coisa que você nem imagina.”
“Por que eu preciso acordar cedo...” Ele rolou os olhos, entediado.
“Ok, senhorita certinha. Arrume-se e vamos nos divertir.” Ele disse abrindo a porta do quarto e saindo. E voltou com o ar charmoso. “Estarei na varanda a sua espera.” E deu uma piscadela que ela sentiu a perna bamba. Apenas sorriu quando viu a porta fechada e foi se arrumar imaginando onde estariam indo e o que ele estava aprontando.
xxx
Elena entrou no carro e eles ficaram conversando amenidades. Parecia um dom de Damon falar de coisas que não tinham nada a ver com nada apenas para fugir de um assunto, que no momento era onde eles estavam indo.
Ela estava curiosa. A primeira vez que “saiu” com ele, foram atacados por um vampiro que tentou matá-lo. Não queria ser um efeito colateral. Mas quando viu o destino, não teve como conter a grande risada.
“Você só pode estar brincando...” Ela disse e ele a encarou, com um sorriso no rosto. Eles estavam em frente a um bar de karaokê.
“Bem, esse é o único lugar que eu conheço que fecha antes da meia noite. Eu tive que adaptar meus planos, mas..."
"Isso é ridículo, vamos ao lugar que você ia me levar..."
"Não, agora nós vamos ficar. Aposto que você vai achar super divertido," ele tinha seu sorriso sarcástico no rosto, fazendo ficar com ainda mais raiva.
"Você é ridículo, sabia?" Ela entrou atrás dele, rindo.
Lá dentro era exatamente como era de se esperar. Poucas pessoas espalhadas por mesas em todo o local e um palco onde uma pessoa qualquer cantava uma música péssima com uma voz horrível.
Eles se sentaram e Damon pediu uma cerveja.
"Vai?" Ele perguntou, oferencendo.
"Claro que não, eu sou menor de idade. Ninguém me venderia cerveja."
"Sabe, essa é um ótimo momento para se ter poderes de vampiros" Ele disse, chamando o garçom.
"Não, Damon, não faz isso!" Ela reclamou, mas não deu tempo. Quando o homem chegou, ela pode ver o vampiro concentrado olhando nos olhos dele.
"Eu quero uma bebida para a moça do meu lado. Você pode buscar pra mim?"
"Claro," disse o homem, meio abobalhado, logo voltando com a garrafa.
"Droga, Damon." Ela disse, nervosa. "Eu não vou beber!"
"Deixa de ser chata e bebe logo." Ele disse, impaciente. "Você vai precisar para poder cantar..."
"Ah, mas eu não vou cantar mesmo..." Ela disse, rindo. "E nem adianta vir com seu olhar penetrante, porque a verbena te impede de me controlar e só assim pra eu cantar aqui."
"Mesmo se eu cantar antes?" Ele perguntou.
"Você não vai cantar antes..." Ela ria. "Eu tenho certeza..."
"Isso é um desafio?" Ele ria. Adorava provocá-la.
"Não era, mas pode ser... " Ela riu com ele. Adorava a risada dele. Sempre que a via queria... Droga, pense em outra coisa...
"Então eu vou." Ele se levantou, indo comprar uma ficha e ela ria pensando em que música ele cantaria, ainda que não acreditasse que ele realmente faria aquilo. "Pronto, uma minha e uma sua." Ele entregou a ela quando sentou. "Eu sou o próximo e depois você."
Não demorou muito foi a vez de Damon. Ele subiu e várias das garotas que estavam no local deram gritinhos histéricos. Ele olhou para Elena e pode ver que ela não gostou daquilo.
"Bem, eu não costumo fazer isso, mas a homenagem de hoje é a uma "amiga" minha..." Ele ria. "Essa é pra você."I wanna do bad things with you.When you came in the air went out.And every shadow filled up with doubt.I don't know who you think you are,But before the night is through,I wanna do bad things with you.I'm the kind to sit up in his room.Heart sick an' eyes filled up with blue.I don't know what you've done to me,But I know this much is true:I wanna do bad things with you.When you came in the air went out.And all those shadows there are filled up with doubt.I don't know who you think you are,But before the night is through,I wanna do bad things with you.I wanna do real bad things with you.Ow, ooh.I don't know what you've done to me,But I know this much is true:I wanna do bad things with you.I wanna do real bad things with you.
Elena não conseguia parar de rir a cada verso da música. Sabia que aquilo era meio que verdade e, bem, ver Damon fazendo sua performance, cantando e dançando do jeito que estava fazendo criou um fogo nela que ela não imaginaria que teria. Mas não podia pensar nisso. Não deveria, amava o irmão dele.
"Agora é sua vez." Ele disse do palco, antes de sair. Ela sorriu sem graça, fazendo não com a cabeça. "Ei, trato é trato. Você sabe que tem que ir."
"Eu não fiz trato nenhum com você..."
"Na minha cabeça fez e é aí que vale..."
"Eu estou te odiando tanto agora.." Ela disse, se levantando e indo ao palco.
"Eu sei, querida." Ele mantinha aquele sorriso de sempre que a fazia derreter por dentro. Ele tinha que parar com isso. Quando a música começou, ela só conseguiu rir para ele. Era uma situação irônica demais.HaloRemember those walls I builtWell, baby they're tumbling downAnd they didn't even put up a fightThey didn't even make up a soundI found a way to let you inBut I never really had a doubtStanding in the light of your haloI got my angel nowIt's like I've been awakenedEvery rule I had you breakingIt's the risk that I'm takingI ain't never gonna shut you outEverywhere I'm looking nowI'm surrounded by your embraceBaby I can see your haloYou know you're my saving graceYou're everything I need and moreIt's written all over your faceBaby I can feel your haloPray it won't fade awayDo your halo halo haloI can see your halo halo haloDo your halo halo haloI can see your halo halo haloHit me like a ray of sunBurning through my darkest nightYou're the only one that I wantThink I'm addicted to your lightI swore I'd never fall againBut this don't even feel like fallingGravity can't forgetTo pull me back to the ground againFeels like I've been awakenedEvery rule I had you breakingThe risk that I'm takingI'm never gonna shut you outEverywhere I'm looking nowI'm surrounded by your embraceBaby I can see your haloYou know you're my saving graceYou're everything I need and moreIt's written all over your faceBaby I can feel your haloPray it won't fade awayI can feel your halo halo haloI can see your halo halo haloI can feel your halo halo haloI can see your halo halo haloEverywhere I'm looking nowI'm surrounded by your embraceBaby I can see your haloYou know you're my saving graceYou're everything I need and moreIt's written all over your faceBaby I can feel your haloPray it won't fade awayI can feel your halo halo haloI can see your halo halo haloI can feel your halo halo haloI can see your halo halo halo
"Eu vou te matar" Ela disse, sentando do lado dele de novo.
"Bastante gente já tentou, mas ainda continuo aqui..."
"Ninguém estava tão motivado quanto eu estou."
"Ah, qual é, você cantou melhor do que a Beyoncé." Ele riu, piscando para ela. Ela pegou a bebida que estava em cima da mesa e bebeu tudo de uma vez.
"Ok, eu vou te matar agora." Ela disse, indo pra cima dele, quando quando foi encostar nele, ele a segurou, fazendo-a que se sentasse no colo dele e a beijou.
Ela não conseguia respirar ou se mexer quando sentiu seus lábios contra os deles. Aquilo era apenas tão errado e tão certo ao mesmo tempo. Ela precisava tanto daquilo que nem ao menos sabia como.
Quando eles se separaram, se olharam intensamente.
"Isso não devia ter acontecido." Ela se levantou.
"Devia sim. E eu adorei."
"Cala a boca. Me leva para casa." Ela pegou a bolsa. Estava assustada. Não porque ele tentara a beijar, isso era de se esperar, mas porque ela não resistiu a isso.
O caminho de volta foi um silêncio constante. Quando ele estacionou em frente a casa dela, ela saiu como um raio e ele foi atrás.
"Ei, você não precisa fugir de mim..."
"Preciso sim," ela disse. "Preciso porque eu não entendo o que está acontecendo e eu não quero colocar em risco o que eu tenho com seu irmão. Você é simplesmente tudo o que eu odeio. Você é um assassino. Isso não deveria estar acontecendo."
"E mesmo assim você não consegue mais olhar pra mim sem lembrar do beijo." Ele disse se aproximando. Cada passo que ele dava ela dava outro para trás.
"Para!" Ela pediu.
"Eu não estou fazendo nada. Mas estou ansioso para ver você começar a fazer." Ele disse, voltando para o carro e saindo.
Elena se sentou nas escadas em frente a sua casa. Tinha uma decisão a tomar, tinha um beijo a entender e demoraria para tudo fazer sentindo. Mas no final das contas, só conseguia pensar em um vampiro. Logo aquele que não devia...
