Segundo o 1º desafio de séries vampirescas, promovido no fórum Need for Fic pelas moderadoras Carissinha Vieira e Marcia Dantas, vamos publicar a fic vencedora, com escolha em enquete popular. Segue


1º lugar no 1º desafio de séries vampirescas



Título: Bad things

Autor: Lenon e Sajater

Categoria: Desafio séries vampirescas Março/2010 (TVD), Challenge do Mês de Março/2010 - Ciúmes, 1ª Temporada, pós- Bloodlines

Advertências: nenhuma

Classificação: PG-13

Capítulos:1 (one shot)

Completa: [X] Yes [ ] No

Resumo: Após a viagem juntos para São Diego, a relação entre Damon e Elena ganha rumos diferentes, algo que não agrada Stephen.

Tema: “Eu posso acordar coisas dentro de você que têm estado dormindo durante toda sua vida." (trecho do livro "The Vampire Diaries")

Ítens:

* Aposta

* Música

* Frase: Confie em mim

Elena estava sentada escrevendo em seu diário num dos bancos do lado de fora do colégio. Ela esperava as aulas começarem quando sentiu que alguém a observava. Ela levantou o olhar para onde lhe vinha a sensação e viu Damon encostado na parede encarando-a sério. Ela rolou os olhos com a visão incrivelmente sexy daquele vampiro e sorriu pra si mesma, quando ele começou a se aproximar dela.

“Elena...” Ele falou seu nome com seu jeito irônico de sempre.

“O que você está fazendo aqui, Damon?” Ela disse de um jeito menos desconfiado do que as outras vezes que ela já havia iniciado uma conversa com ele. A viagem a San Diego realmente havia feito uma mudança de relação entre eles. Ele arqueou uma sobrancelha pra ela, fazendo com que ela sentisse um calafrio passar pela espinha.

“Eu vim em missão de paz.” Ela riu alto e olhou pra ele novamente. Ele se deixou sorrir surpreso com o som da risada dela. Ela estava mais a vontade depois da viagem. “Vim perguntar se viajar de novo?” E levantou a sobrancelha à espera de uma resposta.

“Desculpa, mas não posso...”

“Você sabia que deveria fazer aquilo mais vezes?”

“Aquilo o quê? Ficar bêbada ou te proteger de um vampiro que queria te matar?” Ele fez cara de quem pensava.

“Aquilo foi um acaso...”

“Pensei que você fosse mais poderosão...”

“Eu estou na dieta do Stefan...” Elena se demonstrou surpresa. “Pois é. Afinal, preciso salvar minha pele por uns dias.”

“Só por causa disso, né?”

“Lógico. Mas você trocou de assunto.”

“Você que não me respondeu.”

Eles se encararam e riram um do outro. Num passado bem recente, estariam trocando desaforos e travando um duelo de palavras. “Você deveria relaxar mais...”

“Viajando com um vampiro e bebendo quando eu sou menor de idade.”

“Viu? Certinha o tempo todo. Estou começando a me certificar que você e Stephan realmente se merecem.” Elena sorriu fingindo-se entediada. “Saia da rotina um pouquinho...”

“E como eu faria isso se tenho escola, deveres e um namorado?”

“Ai... peso do mundo de novo...” Ela deu um tapinha nele de brincadeira. “Vou te contar uma coisa...”

“Hã?”

“Eu posso acordar coisas dentro de você que têm estado dormindo durante toda sua vida." Ela sentiu o ar faltar nos pulmões ao ouvir aquela declaração. Ela o encarou, sabendo que não tinha perigo de ser um truque dele, pois o cordão de verbena estava em seu pescoço novamente. Ele riu e se levantou do banco. “E lá vem o nosso Salvatore bonzinho...” Ele disse se virando para onde o irmão se aproximava.

“Damon.”

“Elena, o papo está bom, mas eu vou embora... Eis que sinto o peso do mundo sobre minhas costas...” Ele disse como se sentisse dor. Ela riu abaixando a cabeça, enquanto ele se distanciava, porém ele se virou e a chamou fazendo com que ela olhasse pra ele. “Sobre aquele negócio... Hoje a noite!”

“Damon, não!” Ele se virou levantando o braço direito. Ela sorriu e olhou pra Stefan. “Ele é maluco...” E se inclinou depositando um selinho no namorado. Porém, reparou na expressão fechada dele. “O que foi?”

“Será que mesmo depois de tudo que você viu e sabe, eu ainda tenho que te alertar a respeito dele?” Ela se afastou e o observou.

“Você está com ciúmes?”

“Eu só estou preocupado.” Stefan disse, sabendo que o que sentia estava muito além da preocupação. Era ciúme puro e simples. Ouviram o sinal tocar na escola, ela recolheu seu material e se levantou olhando pra ele.

“Não precisa se preocupar... Estamos sem truques.”

“Não se confia em Damon Salvatore.” Ele disse sério. Ela começou a andar e se virou para ele sem parar.

“Aprenda a confiar em mim, então.” E piscou pra ele enquanto seguia para sua aula. Stefan a observava a distância, relembrando o que aconteceu quando começou a sentir a aproximação Damon e Katherine, anos atrás. Ele não permitiria dessa vez.

***

“Deixa a Elena em paz,” dizia Stefan, quando chegou em casa no fim da aula. Damon estava deitado no sofá, olhando para o nada, a espera de não sei o que.

“Do que você está falando, irmãozinho?” Ele perguntou, com sua cara irônica. “As coisas não estão indo tão bem no paraíso? Está com medo de um pouquinho de competição?”

“Eu estou com medo de você machucá-la como fez com todas as outras que estiveram perto de você.” Ele atacou e a reação do irmão não foi a que ele esperava. Ele sentiu seu corpo sendo jogado para o outro lado da sala, quase quebrando a parede de madeira que separava os cômodos.

“Eu nunca a machucaria.” Ele disse, com raiva. Seu irmão o encarou, surpreso.

“E por que eu devia confiar em você? Você mentiu em todos os momentos desde que chegou aqui. Você matou a todos que se aproximaram de mim. Zack, Lexie. Por que eu devia confiar Elena a você?”

“Porque você não tem escolha. Ela decide com quem ela anda e como ela anda. Você pode ser o namorado dela, mas não estamos mais nos anos 50. Ela não precisa de sua permissão para sair comigo e muito menos eu.” Ele o soltou e voltou para o sofá. “Então, se você confia em mim ou não é problema seu. Mas eu vou sair com ela hoje e você não vai me impedir.”

Stefan olhou para o irmão que ajeitava sua roupa amassada. Aquilo não era bom.

***

Elena estava saindo do banho e entrando em seu quarto quando sentiu a presença de algo atrás de si. Ela se virou naturalmente e deu um pulo quando deu de cara com Damon sorrindo.

“Damon, para de entrar no meu quarto assim!”

Ele deu de ombros. “Você me convidou.” Ela o encarou séria, ele voltou atrás. “Ok. Sem sustos da próxima vez.”

Ela sorriu. “Espero.” Ela andou em direção ao espelho, secando o cabelo, quando parou e olhou pra ele confusa. “O que você está fazendo aqui?”

“Nós marcamos.”

“Na-não. Você marcou.”

“Com você... sair, relaxar, curtir!”

“Eu tenho namorado, tenho escola, sou menor!” Ele rolou os olhos e começou a imitá-la. “Damon!”

“Eu não vou te levar pra beber, apenas para se distrair...” Ela olhou séria pra ele.

“Não”

“Talvez dançar...”

“Não.”

“Juro que você voltará inteira e bem melhor... E não estou usando truques nenhum.”

“Difícil acreditar.”

“Vamos?” E ele fez aquela cara de carente, que era impossível resistir. Elena sabia que amava Stephan, mas não conseguia resistir aos encantos daquele Salvatore na sua frente. Mesmo achando que estava cometendo um erro gigante, ela assentiu com a cabeça.

“Ok. Com uma condição, além de todas as citadas.” Ele cruzou os braços, concentrando-se nela e ela prosseguiu. “Eu tenho que estar em casa antes da meia noite.”

“Por quê? Você pode virar abóbora?” Ele falou com o ar sarcástico, enquanto ela o encarou séria. “Ué... no meu mundo existe tanta coisa que você nem imagina.”

“Por que eu preciso acordar cedo...” Ele rolou os olhos, entediado.

“Ok, senhorita certinha. Arrume-se e vamos nos divertir.” Ele disse abrindo a porta do quarto e saindo. E voltou com o ar charmoso. “Estarei na varanda a sua espera.” E deu uma piscadela que ela sentiu a perna bamba. Apenas sorriu quando viu a porta fechada e foi se arrumar imaginando onde estariam indo e o que ele estava aprontando.

xxx

Elena entrou no carro e eles ficaram conversando amenidades. Parecia um dom de Damon falar de coisas que não tinham nada a ver com nada apenas para fugir de um assunto, que no momento era onde eles estavam indo.

Ela estava curiosa. A primeira vez que “saiu” com ele, foram atacados por um vampiro que tentou matá-lo. Não queria ser um efeito colateral. Mas quando viu o destino, não teve como conter a grande risada.

“Você só pode estar brincando...” Ela disse e ele a encarou, com um sorriso no rosto. Eles estavam em frente a um bar de karaokê.

“Bem, esse é o único lugar que eu conheço que fecha antes da meia noite. Eu tive que adaptar meus planos, mas..."

"Isso é ridículo, vamos ao lugar que você ia me levar..."

"Não, agora nós vamos ficar. Aposto que você vai achar super divertido," ele tinha seu sorriso sarcástico no rosto, fazendo ficar com ainda mais raiva.

"Você é ridículo, sabia?" Ela entrou atrás dele, rindo.

Lá dentro era exatamente como era de se esperar. Poucas pessoas espalhadas por mesas em todo o local e um palco onde uma pessoa qualquer cantava uma música péssima com uma voz horrível.

Eles se sentaram e Damon pediu uma cerveja.

"Vai?" Ele perguntou, oferencendo.

"Claro que não, eu sou menor de idade. Ninguém me venderia cerveja."

"Sabe, essa é um ótimo momento para se ter poderes de vampiros" Ele disse, chamando o garçom.

"Não, Damon, não faz isso!" Ela reclamou, mas não deu tempo. Quando o homem chegou, ela pode ver o vampiro concentrado olhando nos olhos dele.

"Eu quero uma bebida para a moça do meu lado. Você pode buscar pra mim?"

"Claro," disse o homem, meio abobalhado, logo voltando com a garrafa.

"Droga, Damon." Ela disse, nervosa. "Eu não vou beber!"

"Deixa de ser chata e bebe logo." Ele disse, impaciente. "Você vai precisar para poder cantar..."

"Ah, mas eu não vou cantar mesmo..." Ela disse, rindo. "E nem adianta vir com seu olhar penetrante, porque a verbena te impede de me controlar e só assim pra eu cantar aqui."

"Mesmo se eu cantar antes?" Ele perguntou.

"Você não vai cantar antes..." Ela ria. "Eu tenho certeza..."

"Isso é um desafio?" Ele ria. Adorava provocá-la.

"Não era, mas pode ser... " Ela riu com ele. Adorava a risada dele. Sempre que a via queria... Droga, pense em outra coisa...

"Então eu vou." Ele se levantou, indo comprar uma ficha e ela ria pensando em que música ele cantaria, ainda que não acreditasse que ele realmente faria aquilo. "Pronto, uma minha e uma sua." Ele entregou a ela quando sentou. "Eu sou o próximo e depois você."

Não demorou muito foi a vez de Damon. Ele subiu e várias das garotas que estavam no local deram gritinhos histéricos. Ele olhou para Elena e pode ver que ela não gostou daquilo.

"Bem, eu não costumo fazer isso, mas a homenagem de hoje é a uma "amiga" minha..." Ele ria. "Essa é pra você."


I wanna do bad things with you.

When you came in the air went out.
And every shadow filled up with doubt.
I don't know who you think you are,
But before the night is through,
I wanna do bad things with you.

I'm the kind to sit up in his room.
Heart sick an' eyes filled up with blue.
I don't know what you've done to me,
But I know this much is true:
I wanna do bad things with you.

When you came in the air went out.
And all those shadows there are filled up with doubt.
I don't know who you think you are,
But before the night is through,
I wanna do bad things with you.
I wanna do real bad things with you.
Ow, ooh.

I don't know what you've done to me,
But I know this much is true:
I wanna do bad things with you.
I wanna do real bad things with you.




Elena não conseguia parar de rir a cada verso da música. Sabia que aquilo era meio que verdade e, bem, ver Damon fazendo sua performance, cantando e dançando do jeito que estava fazendo criou um fogo nela que ela não imaginaria que teria. Mas não podia pensar nisso. Não deveria, amava o irmão dele.

"Agora é sua vez." Ele disse do palco, antes de sair. Ela sorriu sem graça, fazendo não com a cabeça. "Ei, trato é trato. Você sabe que tem que ir."

"Eu não fiz trato nenhum com você..."

"Na minha cabeça fez e é aí que vale..."

"Eu estou te odiando tanto agora.." Ela disse, se levantando e indo ao palco.

"Eu sei, querida." Ele mantinha aquele sorriso de sempre que a fazia derreter por dentro. Ele tinha que parar com isso. Quando a música começou, ela só conseguiu rir para ele. Era uma situação irônica demais.

Halo

Remember those walls I built
Well, baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make up a sound

I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now

It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace

You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

Do your halo halo halo
I can see your halo halo halo
Do your halo halo halo
I can see your halo halo halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light

I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again

Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
The risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace

You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace

You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo



"Eu vou te matar" Ela disse, sentando do lado dele de novo.

"Bastante gente já tentou, mas ainda continuo aqui..."

"Ninguém estava tão motivado quanto eu estou."

"Ah, qual é, você cantou melhor do que a Beyoncé." Ele riu, piscando para ela. Ela pegou a bebida que estava em cima da mesa e bebeu tudo de uma vez.

"Ok, eu vou te matar agora." Ela disse, indo pra cima dele, quando quando foi encostar nele, ele a segurou, fazendo-a que se sentasse no colo dele e a beijou.
Ela não conseguia respirar ou se mexer quando sentiu seus lábios contra os deles. Aquilo era apenas tão errado e tão certo ao mesmo tempo. Ela precisava tanto daquilo que nem ao menos sabia como.

Quando eles se separaram, se olharam intensamente.

"Isso não devia ter acontecido." Ela se levantou.

"Devia sim. E eu adorei."

"Cala a boca. Me leva para casa." Ela pegou a bolsa. Estava assustada. Não porque ele tentara a beijar, isso era de se esperar, mas porque ela não resistiu a isso.

O caminho de volta foi um silêncio constante. Quando ele estacionou em frente a casa dela, ela saiu como um raio e ele foi atrás.

"Ei, você não precisa fugir de mim..."

"Preciso sim," ela disse. "Preciso porque eu não entendo o que está acontecendo e eu não quero colocar em risco o que eu tenho com seu irmão. Você é simplesmente tudo o que eu odeio. Você é um assassino. Isso não deveria estar acontecendo."

"E mesmo assim você não consegue mais olhar pra mim sem lembrar do beijo." Ele disse se aproximando. Cada passo que ele dava ela dava outro para trás.

"Para!" Ela pediu.

"Eu não estou fazendo nada. Mas estou ansioso para ver você começar a fazer." Ele disse, voltando para o carro e saindo.

Elena se sentou nas escadas em frente a sua casa. Tinha uma decisão a tomar, tinha um beijo a entender e demoraria para tudo fazer sentindo. Mas no final das contas, só conseguia pensar em um vampiro. Logo aquele que não devia...




Depois da minha aula introducional de História da Arte, produzi esse artigo que gostaria de compartilhar com vocês.


A arte é uma expressão humana que comove quem a aprecia. É um modo de encararmos uma realidade diferenciada da nossa e, dessa forma, podermos fugir um pouco de nossa própria. Segundo Mondrian “A função da arte é retirar o trágico da vida”. Ou podemos dizer que ela pelo menos torna as nossas existências um pouco mais felizes e iluminadas.

Podemos classificar vários tipos de manifestações como artísticas. Entre elas, podemos destacar as artes plásticas (pintura, arquitetura e escultura), música, literatura, entre outros. Em todas essas formas de arte, podemos observar a comoção e a emoção de seu público-alvo.

E onde se encaixas as fanfics nessa conceituação? Mais importante ainda, seriam as fanfics manifestações artísticas?

No meio acadêmico, como bem podemos observar por alguns artigos de especialistas, não há o reconhecimento das fanfics como manifestações artísticas por uma série de motivos: por se tratar de textos feitos baseados em algo que já existe ou por se tratar, segundo alguns estudiosos, de uma propagação de cultura de massa, ampliando o alcance da indústria cultural que fundamenta o regime capitalista e sua ideologia. Há ainda quem afirme que há um predomínio da linguagem denominada “internetês” nesse tipo de produção (o que já se pode observar que não é exatamente correto e condizente com a realidade encontrada em fóruns e sites especializados).

Mas, é importante que, antes de nos basearmos nesses artigos, voltemos à definição inicial de arte, dada no inicio desse texto. As fanfictions comovem? Causam emoção? Promovem a vivência de uma realidade diferenciada da nossa? São esses conceitos básicos de definem uma manifestação artística.

Então reflita e tire suas próprias conclusões, dentro das explanações dadas nesse texto, se as fanfictions podem ser classificadas como manifestações artísticas.

Quero compartilhar esse artigo de minha autoria com vocês


Um dia, conversando com a Mandis, nós começamos a refletir sobre um comentário em uma fanfic. Uma coisa que parece tão simples, mas que tem muito mais importância do que você, caro leitor, possa sequer imaginar. É um gesto que não vai levar mais do que cinco minutos do seu tempo (levando em consideração que você levou outros cinco para ler aquele texto) e que pode significar muito para aquele autor que planejou, escreveu, reescreveu, digitou e publicou essa fic que certamente o manteve entretido.

Enfim, caro leitor, peço que durante esse pequeno artigo você se coloque no lugar do escritor. Isso é importante para entender essa ideia que queremos passar. Para que lhe seja possível compreender o processo esse texto que você acabou de ler saiu da cabeça do autor para esse fórum. Isso com certeza o fará pensar duas vezes antes de abandonar uma fic que acabou de ler, sem ao menos assegurar ao pobre escritor que você o leu.

Como começa uma fic, você já parou para pensar? Bem, como escritora posso dizer, e inclusive já coloquei isso em outro artigo, que começa com uma inquietação. Exatamente. O autor vê uma cena, escuta uma música, ou vê algo na rua ou televisão, talvez um filme... enfim, algo que não o deixa tranquilo.Muitas vezes é a mesma inquietação que você, caro leitor, tem. Um algo que a gente costuma chamar de “espaço vazio”. Então, o texto resultante desta inquietação do autor muitas vezes vai preencher não só esse espaço vazio nele, mas em você e outros leitores que tiveram essa sensação, mas que ele conseguiu traduzir em palavras.

Agora, pense bem: como traduzir uma ideia em palavras? Como o autor consegue transformar isso naquilo que você leu? Garanto que não é nada fácil. É um processo complexo, e que varia de pessoa para pessoa. Cada um tem a sua forma de fazer isso, e que nem por isso significa que foi menos trabalhoso. Um escritor mais surtado pode conseguir fazer uma fic de 2000 palavras em 2 horas, mas são poucos os que conseguem. Geralmente um texto desse tamanho demora cerca de uma semana para ficar pronto, podendo ser mais ou menos (geralmente mais). Isso quando se está inspirado, porque a inspiração costuma ser um passarinho que voa com a maior facilidade. Imagina quanto tempo ele fica nesse texto que você demorou 5 minutos para ler.

Gostaria de falar algo que particularmente me irrita: a digitação. Alguns (sortudos) escritores conseguem escrever diretamente no computador, o que queima uma etapa. Mas pessoas mais arcaicas como eu, que preservam o hábito do caderninho de fics, tem sempre trabalho dobrado. Lá se vai mais três ou quatro horas que ele perde somente na digitação do texto. Sem contar os erros de digitação, porque muitas vezes a pressa é mais urgente que a velocidade dos dedos. E coitado do beta reader...

Sim, porque não podemos deixar que há mais de uma pessoa envolvida nesse processo. O beta reader é fundamental. Ele lê, corrige, aconselha, comenta e encoraja o escritor. Ele perde mais algumas horinhas para que esse texto fique o mais perfeito, correto e redondo possível. Tudo isso para que você, caro leitor, possa ter uma leitura agradável.

E esse trabalho todo, de que forma é recompensado? Claro, através desse comentário. É ele que mostra as impressões que o autor teve durante a leitura. Críticas, elogios e observações são passadas através desse pequeno gesto de comentar. É ele que ajuda o escritor a crescer e evoluir cada vez mais. E, mais do que isso, que o faz saber que alguém leu o que ele teve tanto carinho e trabalho para escrever. Portanto, caro leitor, antes de fechar essa janelinha, pense. É o seu comentário que pode fazer a diferença.

Veja porque:

Gostaria de compartilhar esse texto do Moacyr Scliar com vocês:


1) Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso crescimento pessoal e profissional.

2) Amplia o conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande as referências e a capacidade de comunicação.

3) Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação.

4) Aumenta o vocabulário: graças à leitura, decobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos.

5) Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste ao fim de um romance sabe o poder que uma boa leitura traz.

6) Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para vida. Além disso, estimula a concentração e a disciplina.

7) Liga o senso crítico na tomada: a leitura nos ajuda a entender o mundo e nós mesmos.

8) FACILITA A ESCRITA: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Quem lê mais, escreve melhor.

Fonte: Revista Saúde (Dezembro/2009)

Como parte da premiação, esse blog está divulgando o texto vencedor do Challenge de Ships poucos amados de Glee, promovido pelo fórum Need for Fic . Se ligue na fic vencedora.



Título: Almost(?) Lovers (!)
Autora: Naylas2
Categoria: Challenge Ships Pouco Amados/2009, Challenge do mês de Janeiro : "primeiro eu te amo", 1ª temporada ->Puck/Rachel, pós 1x08 (mash up)
Classificação: R
Advertências: quase sex.
Capítulos: 1 (one shot)
Completa: Sim
Resumo: Quando Rachel foi desginada a cantar Almost Lovers (download da música aqui , ela ficou super animada, pensando em Finn, seria perfeito se eles fossem pareados, não? Então por que, por que, ela acabou em cima do piano sendo beijada por Noah Puck e pior, gostando disso?
Tema: "O amor é o único que cresce quando se reparte." (Antoine de Saint-Exupéry )
Itens: Beijar o sorriso de alguém; Frase: "Não aguento mais tudo isso!" e Tristeza
N/A: Eu sei, eu sou louca, nem sei se tá bom mas...foi de coração. Espero que gostem. ^^/

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Quando o Sr. Schue me designou essa música, eu pensei no Finn. "Almost lovers" é perfeito para descrever a nossa situação. Não a parte que ela diz adeus, que o cara a traiu e tal...mas só o título diz tudo. Nós somos quase amantes. Então nada mais lógico que eu ser pareada com ele, fornecendo-nos a desculpa para passarmos tempo juntos até que ele descubra que eu sou a garota de sua vida e que nosso amor é tão grande que superaria qualquer obstáculo ! Seria perfeito. Mas de algum jeito eu acabei tendo que cantá-la com Noah.
Isso é uma piada de muito mal gosto, Deus. E como vocês sabem, tenho dois pais gays e ainda sou judia, então espere só um pouco até eu descobrir uma maneira de Te processar por preconceito, que farei isso. Voltando ao Finn, é, eu estou pensando nele e Noah sabe disso. Eu sei que ele sabe e ele sabe que eu sei que ele sabe. Então por que ele não está fazendo nada? Não que eu me importe, claro.

Rachel fechou os olhos e balançou a cabeça, gesticulando para que Puck parasse com o violão. O rapaz revirou os olhos.

Ela está pensando no Finn. Deu para perceber pelo jeito como seus olhos brilharam de excitação quando a música foi revelada e pela rapidez que esse brilho morreu ao me ter como parceiro. Era tão óbvio, tão ridículo, tão patético que me dava uma vontade enorme de quebrar meu violão na cara do Finn para ele parar de ser idiota. Seria como os caras do Kiss fazem com a guitarra nos finais de seus shows. Infelizmente não posso me dar a esse luxo por não ser possuidor de um violão reserva.

Puck levantou-se e, guardando o violão, fez menção de sair.
- Espera ! Pra onde você vai? - Rachel reagiu de imediato.
- Pra casa.
- Você não pode ir embora agora.
- Por quê não?
- Não terminamos.
- Bom, eu terminei de aguentar esse seu showzinho de angústia por um conto de fadas idiota que nunca vai se realizar.
- Sonhos podem se realizar, sim. A única pergunta é "quando".
- E a única resposta é "nunca" !

Eu sabia que a estava magoando desse jeito mas o mais rápido dela ela perceber, melhor. Eles nunca vão se separar, Finn nunca será dela e Quinn nunca será minha. Simples assim. Cruel assim.

Os olhos de Rachel se encheram de lágrimas e por um motivo indecifrável, isso fez o rapaz se sentir pior
- Então talvez eu devesse ser mais como você e começar a usar as pessoas em busca de prazer imediato !
- Ei ! Eu me lembro muito bem de ter sentido a SUA língua na minha boca. Quem usou quem?

Que tipo de poder é esse que ele exerce sobre mim? Em um momento estou perfeitamente feliz e contente com minha vida e no outro ela está se despedaçando diante de meus olhos.

- Pare, apenas pare, por favor. Não aguento mais tudo isso...eu não... - Mais e mais lágrimas desceram por sua face.
Rachel parecia tão frágil naquele momento, tão não-Rachel, que Puck pensou que a coisa certa a fazer fosse simplesmente sair, deixando-a resolver seus problemas sozinha. Ele não fez isso. Ao invés, ele caminhou até ela e ao falhar em fazê-la levantar a cabeça e olhá-lo nos olhos, puxou-a para si e começou a deslizar seus lábios pelo pescoço da garota. Não conseguindo evitar um sorriso ao sentir os poucos pêlos dela se arrepiando com o toque. Mas isso só lhe deu vontade de continuar o percurso até encontrar seus lábios. Ambos ficaram parados na mesma posição por bastante tempo sentindo a respiração do outro aquecer-lhe a face.
- Você quer que eu pare? - Puck rompeu o contato de seus lábios mas eles ainda continuavam perto, perigosamente perto.

Sim, sim! Essa é a resposta correta...certo? Então por que não consigo dizer?

Rachel empurrou-lhe os lábios com a língua, fornecendo ao rapaz a resposta que ele tanto desejara. Ele abriu a boca, aprofundando o beijo e a empurrou gentilmente para trás até que as costas dela se chocassem com a parede. Antes mesmo que eles pudessem perceber, Puck já a tinha no colo, as pernas delas cruzando-se nas suas costas, seus lábios ainda grudados.

Isso tudo é tão errado! Eu sabia...mas uma parte doentia de mim precisava disso, queria isso...desesperadamente. Eu só não sabia que essa parte era tão grande e forte.

Puck carregou-a até o piano, sentando-a em cima deste. Rachel sabia que poderia danificá-lo e que não teria dinheiro para o conserto mas...ela simplesmente não se importava. As mãos dele estavam na sua cintura e não demoraram a subir por debaixo de sua blusa, desabotoando alguns botões que estavam no caminho. Rachel soltou um leve gemido ao sentir seus seios sendo apalpados e abriu os olhos relutante. Mas dessa vez ela não viu Finn a sua frente, mas Noah e, que Deus a perdoe, ela estava até gostando.
Era isso, era agora, era o momento em que ela se afastaria dele alegando que era virgem, que era errado e confirmaria seu amor por Finn mas...nada aconteceu. Ela está cedendo, ela está cedendo...Puck resolveu não pensar no quanto ficara feliz com isso mas por outro lado não tinha muita certeza.

Será que ela não vai se arrepender depois? Será que vai ser como ela sempre imaginou, já que não vai se mesmo com a pessoa que ela sempre sonhou...quem se importa? Eu nem gosto dela mesmo. Não gosto da maneira dela de se vestir, do shampoo que ela usa no cabelo, dos agudos que ela acaba soltando cada vez que se irrita, da impressão que passa de ser confiante e superior quando na verdade ela nem se sente assim, de ouví-la me chamar de Noah, de seu jeito ingênuo de confiar em quem não é digno de confiança, da maneira que ela inclina o canto dos lábios para cima quando quer rir...de tudo, de nada!

Ele a empurrou rapidamente.
- Noah?
- Apenas...esqueça...
- Não ! Por favor...e-eu...eu vou melhorar! É minha primeira vez então eu to meio perdida mas...desculpe, desculpe. - Rachel sabia o quão estúpida devia estar parecendo mas não se incomodou.
- Isso não é a seu respeito, Rachel! O mundo não gira a seu redor! - Ele soltou, mas ao perceber o impacto que suas palavras teriam na garota, ele não tardou a se corrigir. - Não é sua culpa.
- Ma-as...eu...
- Eu sou o problema! Você não fez nada de errado, pelo contrário! E, droga, eu me sinto muito pior quando estou longe de você e dessas suas utopias ridículas ! - Ele pausou por um minuto. - Isso foi um elogio.
- Você está dizendo que...gosta de mim?
- Não, eu não gosto de você, eu...euteamo. - Ele pronunciou as três últimas palavras rapidamente.
- O quê? - Rachel estava certa de que tinha ouvido errado.
Puck respirou fundo, pegou o violão e saiu, sem mais uma palavra, deixando para trás a garota perdida em umas lembranças de algo que não deveria ter acontecido e que provavelmente não aconteceria de novo.
Ela voltou a chorar.
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your fingertips across my skin,
(As pontas de seus dedos através da minha pele)
the palm trees swaying in the wind,
(As palmeiras balançando ao vento, )
images
(imagens)
you sang me spanish lullabies,
(Você cantou canções de ninar espanholas,)
the sweetest sadness in your eyes
(A mais doce tristeza em seus olhos)
clever trick.
(truque inteligente)

Rachel estava olhando para Finn, assim como o esperado.

well, I'd never want to see you unhappy
(Bem, eu nunca quis te ver infeliz)
I thought you'd want the same for me
(Eu pensei que você queria o mesmo para mim)

Mas agora ela realmente acreditava no que estava cantando.

goodbye my almost lover
(Adeus meu quase amante)

Era adeus.

goodbye my hopeless dream
(Adeus meu sonho sem esperança)

Adeus a pessoa que não poderia compartilhar seus sentimentos, que não poderia retribuir todo o seu amor.

I'm trying not to think about you
(Estou tentando não pensar em você)
can't you just let me be
(Você pode apenas me deixar?)

Adeus a toda a esperança infantil e infundada que ela sentia toda vez que ele sorria para ela.

so long my luckless romance
(Adeus, meu romance sem sorte)
my back is turned on you
(estou virada de costas para você)

Adeus a todo esse sofrimento.

should have known you'd bring me heartache
(Eu deveria saber que você me traria dor de coração)
almost lovers always do
(Quase amantes sempre trazem)

Adeus.

we walked along a crowded street,
(Nós andamos ao longo dessa rua movimentada,)
you took my hand and danced with me,
(Nós andamos ao longo dessa rua movimentada,)
images (imagens)
and when you left you kissed my lips,
(E quando você foi embora, beijou meus lábios)
you told you'd never, ever forget these images
(Você me disse que nunca me deixaria esquecer essas imagens)

A garota só percebeu que começara a chorar ao sentir o gosto salgado das lágrimas em seus lábios.

well, I'd never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Rachel pôde ver seus companheiros do clube glee começarem a cochichar uns para os outros e o Sr. Schue se levantar para confortá-la mas ela não parou de cantar, fechou os olhos e elevou a voz, realmente sentindo a música.

goodbye my almost lover
goodbye my hopeless dream
I'm trying not to think about you
can't you just let me be
so long my luckless romance
my back is turned on you
should have known you'd bring me heartache
almost lovers always do

Não demorou muito para que ela deixasse de ouvir o som do violão e sentisse seus lábios serem pressionados. A garota não precisou abrir os olhos para saber quem estava beijando-a. Ela conhecia aqueles lábios, aquelas mãos e pior, ela amava tudo isso.
- Noah.. - O nome escapou como um sussurro.
- Eu pensei bastante sobre tudo, Rachel, pensei a noite toda...
- E...?
- E descobri que não sirvo pra isso. - Ele respondeu e beijou o largo sorriso que se espalhou pelo rosto da cantora.
- Acho que terminamos por hoje, huh, Sr. Schue?
- É, é, claro, uh. - O professor estava perdido.
Puck rapidamente a pegou no colo e rindo começou a se dirigir pela porta.
Todos no clube desandaram a falar, menos Finn e Quinn que os olhavam chocados, como se disessem: "Isso é tão errado".
Bom, talvez seja o certo tipo de errado.
Antes de saírem eles ainda conseguiram ouvir a voz de Kurt exclamar:
- Isso é muito melhor do que novela mexicana !



Mês que vem tem mais, galera.

Como vocês devem saber, eu sou membro assídua do fórum Need for Fic , que com apenas 6 meses de vida já é um dos maiores e mais badalados fóruns de fics do Brasil.

E, como não poderia deixar de ser, eu viciei em mais uma série. Além de ser apaixonada por Supernatural e estar vidrada em True Blood, agora estou ligada na série Glee, que é simplesmente apaixonante.
Mas vícios aparte, eu gostaria de falar de uma parceria do meu blog. Foi lançado no Need For Fic um desafio para aumentar as fics de Glee. Então, se você gosta da série e quer conhecer esse desafio, entre no fórum.
As fics que vencerem esse desafio mensal, além de uma série de prêmios, ganhará uma publicação aqui.
Então acesse e participe.