Para finalizar, o capítulo 5.
Antes eu queria agradecer ao meu amigo de faculdade Sidnei, que me ajudou betando e opinando nessa fic.
Capítulo 5
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Julie viu o espírito vindo violentamente em sua direção. Para sua sorte, ou por sua astúcia, ela já tinha achado e pego sua espingarda. Com toda a rapidez que foi possível atirou contra o que a ameaçava. Imediatamente, o espectro se desfez no ar, dando-lhe um tempo para tentar escapar daquele quarto.
A caçadora correu para a porta, tentando abri-la sem sucesso. Ela também não teve êxito. Restava pouco para que o espírito retornasse. Menos ainda para pensar em uma solução. Sua única esperança era que Nate a livrasse daquele perigo.
Seus olhos estavam atentos a cada movimentação. Seu dedo bem firme no gatilho. Não seria morta. Não sem uma boa briga. Julie não era de aliviar a barra para ninguém. Muito menos para um fantasma paranóico que achava que ela era parecida com a esposa dele.
De repente ela foi jogada com toda a violência para a parede. Era o espírito de Jonathan. Sua espingarda voou longe, e o fantasma a manteve sem a possibilidade de sem mexer. Um ferimento fez-se no lado direito de sua testa, e um fio de sangue escorreu pela sua cabeça. A caçadora o viu se aproximar lentamente dela. Estava realmente encrencada agora.
Foi quando ele parou repentinamente. Um fogo tomou conta de seu corpo, e ele se desfez no ar. Julie suspirou aliviada. Essa passou perto, muito perto mesmo.
Enquanto ela se erguia do chão, possibilitada de se mexer agora, a porta se abriu e Nate entrou. Ele parecia muito aliviado de vê-la bem. Seu impulso foi abraçá-la, embora tivesse medo de ser rejeitado. Mas, para surpresa dele, ela aceitou a acolhida de bom grado.
-Obrigada, Nate. – foi só o que pode dizer.
O amigo a tinha salvo. Ela seria eternamente grata.
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-Quer dizer que ela tinha um caso com um dos empregados do Hotel?
Julie estava encostada em seu Dodge, em frente ao hotel onde havia se hospedado, e conversava com Nate sobre o caso.
-Pois é. Era um capitão do exército que estava ali há alguns meses, trabalhando no bar do hotel Aí ela foi contar que iria se separar pra ficar com ele. O marido enlouqueceu, prendeu todos lá dentro, matou a mulher e o amante e se matou. Os outros morreram de fome.
-Ela que te levou lá? Até o corpo do marido?
-Sim. Logo depois que o queimei, ela desapareceu no ar. Ela só queria que ele fosse em paz e que parasse de matar inocentes. Quando isso aconteceu, ela pôde ir em paz também.
A caçadora encarou o amigo. Resolveu por algumas coisas em pratos limpos.
-Olha, Nate. Sobre o que aconteceu no seu quarto...
-Olha, Julie, esquece isso, ok? Eu vi naquele hotel no que pode se transformar um amor não correspondido, e eu não quero isso pra mim.
-Eu não quero que você sofra. Você é meu amigo e gosto muito de você...
-Mas é o Chris que você ama, blá, blá, blá. Eu sei disso. Vamos esquecer. Eu vou esquecer. Vou só lembrar disso que a gente tem: - ele pegou a mão dela – nossa amizade. É o que temos de mais precioso.
-Obrigada, Nate. – ela o puxou para um abraço – Obrigada por não ter desistido de mim.
-Nunca. – ele a afastou, vendo lágrimas nos olhos dela e tentando controlar as suas – Agora vai. Você é uma civil agora. E ele tá te esperando.
-A gente se vê um dia?
-Claro. Não pense que se livrará tão fácil de mim.
Os dois se despediram com um último abraço, antes que ela entrasse no carro e seguisse seu caminho para Aurora. Para a normalidade. Para Christian Milles. Ele observou o veículo sumir no horizonte, antes de entrar em seu próprio carro e seguir seu caminho de caç qualquer lugar onde tivesse trabalho a fazer. Essa era sua vida. Ainda.
Então Nate entrou no carro ficou em silêncio por alguns instantes, talvez fosse uma pequena morte? Quiçá uma memória que precisasse de uma dose de uísque para ser apagada? Ou uma reminiscência condenada a penar no Hotel Califórnia? Seus olhos cismaram com lamentos de sal por alguns segundos. Ele passou as mãos levemente entre seus cabelos, mas seus dedos eram lares solitários demais para cultivar e abrigar seus sonhos. Suspirou profundamente... E ligou o rádio e ouviu o trecho da canção que simbolicamente respondia aos seus sentimentos tão inquietos e irresolutos:
Last thing I remember, I was
Running for the door
I had to find the passage back
To the place I was before
'Relax,' said the night man,
We are programmed to receive.
You can checkout any time you like,
but you can never leave!
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